segunda-feira, 30 de maio de 2011



Estas fontes deram água a dezenas de gerações. Era também para aqui, na véspera de S.João, que os rapazes, pela calada da noite, traziam os vasos floridos das raparigas solteiras.

Hoje, são fragmentos que ilustram as brilhantes páginas da história dos antepassados da aldeia.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pia Baptismal


Não obstante já ter sido referido, continua a um canto, no exterior da igreja, sujeita aos diversos factores de degradação ambientais, cheia de terra e ervas, a antiga pia baptismal do Carvalhal, datada de 1773.

Digam o que disserem, considero ser um desrespeito pelos valores ancestrais, que a Comissão Fabriqueira está a demonstrar. Estão a quebrar um traço de união entre o passado e o presente que ela simboliza. Há traços de afectos e emoções sempre que nela poisamos os olhos.

Basta folhear páginas de memórias descritas por gerações do passado recente, que testemunham o respeito que merecem os antepassados da aldeia.

Se considerar-mos que a aldeia tem um lugar onde testemunhos do passado estão a ser preservados e divulgados, pela responsabilidade moral a que estamos vinculados, ou pelo valor sentimental que lhe é atribuído, é dever da Comissão Fabriqueira tomar as medidas adequadas para uma boa preservação.

Assim exigem aqueles que pretendem acautelar valores culturais e transmiti-los às gerações vindouras.

sábado, 16 de abril de 2011

As Maias



Se há época do ano que dá prazer passar a maior parte dos dias no Carvalhal é a que está a decorrer.

Em Abril a aldeia tem mais vida, é o inicio de várias sementeiras e plantações horticolas, as pessoas movimentam-se mais. É nesta época que a Primavera está no máximo esplendor, além de outras plantas, as maias floridas, exalam um intenso perfume. A temperatura amena propicia a caminhadas por trilhos e veredas, proporcionando recolher em locais próprios, as saborosas merujes.



É um prazer agradável adormecer num silêncio absoluto, só quebrado pelo ruído de alguma ave nocturna e acordar com o chilreado das mais madrugadoras nas árvores mais próximas. O mais exaltado parece ser o cuco, talvez por não ter que fazer o ninho e servir-se do ninho dos outros. Afinal há alguma vantagem em viver neste interior profundo.


sábado, 5 de março de 2011

Amendoeiras em flor


É neste período de carnaval que maior número de visitantes vêm a esta região de riba côa.
A motivação principal que os leva a visitar estas paragens, é sem dúvida, as amendoeiras em flor. Quando floridas, estas são rainhas, apresentando lindas paisagens. Também as câmaras locais, aproveitam este período,para promoverem feiras de cariz tradicional e desfiles carnavalescos, em Pinhel foi alusivo ao tema - a vinha e o vinho.

Não deixa de ser também um período ideal, para se saborear alguma gastronomia própria da época, nomeadamente: grelos à pobre e bucho cozido com grelos.

Hoje, já não é necessário ir a terras transmontanas para observar as amendoeiras floridas, podem ser vistas nestes concelhos de riba côa, graças à acção dinamizadora da cooperativa Coamêndoa. A imagem que se junta foi recolhida no Carvalhal.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Testemunhos do passado.


É certo que o presente alterou profundamento tempos idos bem como outras realidades, também é certo, que para se construir o futuro, o devemos alicerçar com base no conhecimento e valorização do passado.
Deixo-vos um testemunho da vivência de outras eras no Carvalhal e em muitas e muitas aldeias do interior:

Depois da farinha peneirada, amassada, fermentada e colocada no forno, é esperar sessenta minutos para se poder saborerar o pão quentinho e de um sabor especial.

Hoje, não por falta de lenha para aquecer o forno, mas por comodidade, compra-se o pão ao padeiro que, de aldeia em aldeia, o vai distribuindo de porta em porta.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Edifício Escolar -Continuação

Transcrevo o E-mail enviado ao senhor Presidente da Câmara de Pinhel.

"Não duvido que V.Exª ainda tem presente a reunião havida há quatro anos, com representantes do Carvalhal.
Informou V.Exª, que o edifício escolar, seria recuperado após as recuperações em curso na Penha Forte e numa anexa do Pereiro.
Para evitar a total degradação, esperamos que V.Exª, inclua em agenda para o ano corrente, o edifício do Carvalhal.
Atenciosamente
Carvalhal.08.02.2011"

Nota.
Se és amigo do Carvalhal, envia também uma mensagem.
Vê contacto no texto anterior.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Edifício escolar


Cortaram os arbustos que circundavam o edifício escolar do Carvalhal, nomeadamente algumas acácias que, quando floridas, tornavam o local mais agradável.
No entanto, assim, deixa bem visível o estado de degradação que a Câmara e Junta de Freguesia deixaram chegar o edifício.
Não obstante há quatro anos, o presidente da Câmara ter prometido, que o mesmo seria recuperado após o termo de outras recuperações em curso, nada foi feito.
Não duvido que muitos dos naturais, amigos, ou outros ligados ao Carvalhal por laços diversos, têm acesso a vários canais sociais.
Seria bom que através destes, fosse desencadeado um circuito de pressão junto da Câmara, de forma a criar motivação para a sua recuperação.
Não importa o destino a dar, seja para museu escolar, seja para habitação ocasional, ou para venda em hasta pública, revertendo o produto para beneficio da aldeia.

Urge sim, tomar medidas.

Trata-se de património de todos os carvalhenses e muitos lá viveram momentos inesqueciveis da juventude. Assim, sugiro que sejam enviadas mensagens, apelando á sua rápida recuperação. Se esta proposta não contagiar os naturais e amigos do Carvalhal, não deixa de ser uma pedrada no charco.

Deixo-vos contactos para utilização, caso seja essa a opção.