quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma nova moradia


Em fase de acabamento mais uma bonita vivenda que se está construindo em perpianha de granito e que vai enriquecer o património construido da aldeia.

Que me desculpe o seu proprietário, o nosso amigo Zé Gil, por ter invadido a sua propriedade para fotografar a moradia.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mulheres de têmpera rija


Um dia destes, dei com estas duas amigas, de enxada e roçadoira em punho, cortando mato, silvas e outros arbustos, junto das sepulturas rupestres que se encontram no Vale de Vilares.
Sem dúvida um bom exemplo para outras iniciativas semelhantes.
Deixaram o desafio para em próxima ocasião, se limpar uma outra sepultura que se encontra soterrada no Vale de Areia e certamente ainda desconhecida de muita gente.
Desejamos-lhe força e vontade, assim como a promessa que também lá estaremos.

Nicho de Stº António


No último jornal "Notícias do Carvalhal" fazíamos referência ao estado lastimoso em que se encontrava o nicho.
Solicitámos a alguém que pudesse dispensar um pouco de tempo na sua limpeza. Registamos com muito agrado que, alguém foi receptivo ao nosso apelo. Encontra-se agora limpo e com uma apresentação muito agradável.
Desconhecemos quem seja, mas todos nós somos devedores de reconhecimento que merece, contribuindo com a sua boa vontade no alindamento da aldeia.

sábado, 9 de outubro de 2010

Almoço de confraternização

Vai realizar-se de novo o almoço de confraternização dos amigos do Carvalhal no dia 23.10.2010
na Quinta da Valenciana-Seixal, local onde se realizou o convívio do ano passado.
Os interessados devem inscrever-se até ao dia 17.10.2010 pelos telefones: 214439100 e 959070274.
O preço é de 25,00 euros. sendo grátis para crianças até ao 5 anos e dos 6 aos 10 anos pagam 50%.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Como é bom recordar

Carvalhal 2008


O relato que vou transcrever foi-me contado pela Ti Natércia, pessoa que toda a gente admira e respeita no Carvalhal.
Com os seus 81 anos de idade,mantém uma jovialidade surpreendente, e não se cansa em contar episódios vividos ao longo dos anos.
Na década de quarenta, com dezassete anos, era pastora. Com a irmã Armandina, já falecida, guardavam o rebanho de ovelhas dos seus pais.
Certo dia, lá para os lados do Val de Areia, as ovelhas acarravam e não estavam disposta a caminhar. As duas pastoras tinham pressa em chegar à aldeia, onde outros jovens, certamente já se divertiam. Tornava-se assim, fazer alguma coisa, e zás, vai de pôr o xaile nos cornos do carneiro, que espavorito e endiabrado, alvoraçou todo o rebanho.
Estava conseguido o pretendido, mas, como iriam justificar à mãe o xaile em quatro retalhos que o carneiro tinha provodado.
Isso é que a Ti Natércia não contou.

Terminaram as vindimas

Ufa! que azáfama.
Foram dez dias que a aldeia esteve movimentada.
A Maria Amélia no seu jipe, fazia o transporte do pessoal, os tractores redopiavam no transporte das uvas.
Já lá vai o tempo em que este trabalho era feito por rapazes que, carregavam os cestos e pisavam as uvas em grandes tinas de madeira transportadas em carros de vacas.
É a evolução dos tempos, restam apenas recordações.
Terminada que foi a colheita das uvas, o mosto fermenta nas pipas ou tinas,e o pessoal aguarda esperançado que, face ao bom tempo durante a colheita, lá para o S. Martinho vamos ter vinho do chamado "Néctar dos Deuses ou Sangue de Cristo".
Vamos degustá-lo moderadamente, pois só assim, e como dizem muitos dietistas,com as suas propriedades medicinais eleva o HDL no sangue, ou seja o bom colesterol.
Parabéns a todas as patroas,dado que nos proporcionaram bons almoços.
Assim seja no próximo ano.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vindimas


Aproxima-se mais uma época de vindimas.
No Carvalhal vão iniciar-se apartir do dia 22 do corrente mês.
É um período no qual a aldeia vai suspender alguma monotonia e entrar numa azáfama muito própria desta actividade.
Já se lavaram os pipos ou tinas de fermentação, as adegas estão limpas e os lagares desinfectados. Colocaram-se a jeito as capas e botas de plástico, para serem usadas na eventualidade de alguma chuvada. Os cestos estão aprumados e prontos para serem usados no acarreto das uvas.
É um rodopio que vai começar. O barulho típico dos latões, quando transportados vazios nos reboques dos tractores. As pessoas apressadas pelos atalhos, para não serem os últimos a chegar à vinha, dado que o tractor e latões já lá estão prontos para receber as uvas, que vão ser transportadas para a adega cooperativa de Pinhel.
- Venham cestos, gritam as mulheres.
- Já vai, dizem os rapazes.
As vinhas vão sendo vindimadas, uma a uma, desde o primeiro ao último cooperante do grupo. Todos se ajudam uns aos outros, forma solidária de se efectuarem as vindimas no Carvalhal.
Pelo meio há sempre quem vai cantarolando alguma cantiga mais apimentada ou aqueloutro mais malicioso.
Um bom almoço oferecido pela dona da vinha, vai retemperar forças para o dia seguinte. No lavar dos cestos, haja muita ou pouca uva, todos ficam satisfeitos, houve alegria confraternização e a aldeia esteve movimentada.
É assim no Carvalhal.